para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior
do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação,
numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina
fotográfica registaria talvez o mais eloqüente grito a favor da
vida conhecido até hoje.
Havia 3 anos que Julie e Alex Armas tentavam ter um filho.
Finalmente, Julie, agora com 27 anos de idade,
estava grávida de sua terceira criança,
a quem pretendia dar o nome de Samuel Alexander,
se fosse um menino.
O excitamento de ter uma criança " perfeita "
- sonho de todo casal - foi derrubado na 14a. semana de gravidez,
quando um exame de ultrasom acusou certa anomalia na espinha dorsal
do feto, o que ocorre aproximadamente uma vez em cada mil nascimentos.
Segundo informações médicas,
a maioria dos pais escolhe interromper esse tipo de gravidez,
já que optam por não trazer ao mundo uma criança "imperfeita".
No entanto, Julie e Alex optaram pelo risco da cirurgia aqui fotografada , alegando:
"Nós acreditamos que a Vida sempre começa na concepção e decidimos ver o bebê
como sendo aquele que Deus escolheu para nós".
Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt,
em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, o que considerou uma
das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias,
captou o momento em que o bebê tirou a sua mão pequenina do interior
do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do médico que o estava operando.
A foto, espectacular, que pode ser vista abaixo,
foi publicada por vários jornais dos Estados Unidos e a sua repercussão cruzou
o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra
a legalização do aborto.
Nota: Os bebês desta idade podem legalmente ser abortados na maioria dos países.
A pequena mão que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander,
cujo nascimento ocorreu 2 de dezembro de 1999
(no dia na foto ele tinha 3 meses de gestação).
Quando pensamos bem nisto, a foto é ainda mais eloquente.
A vida do bebê está literalmente presa por um fio.
Os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno
e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigindo a anomalia fatal e voltar a fechar
o útero para que o bebê continuasse o seu crescimento normalmente.
Por tudo isso, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas
mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações
mais extraordinárias registadas no mundo.
Agora, o Samuel tornou-se o paciente mais jovem que já foi submetido
a este tipo de intervenção e é bem possível que, já fora do útero da mãe,
Samuel Alexander Arms aperte novamente a mão do Dr. Bruner.
A apresentadora de televisão Justine McCarthy disse que é impossível
não se comover com a imagem poderosa desta mão pequenina que segura o dedo
de um cirurgião e nos faz pensar em como uma mão pode salvar vidas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário