sábado, 9 de julho de 2011

CIGANA



Andarilha das noites,
Dos sonhos perdidos no tempo,
Seus cabelos soltos ao vento
E a boca vermelha que me seduz.

Sabes ler, no olhar de quem
tu queres, a verdade,
Só não sabes tirar de mim
esta ansiedade
E teima em me maltratar.

Cigana
Tu andas pelos caminhos que
um dia eu andei
Tua vida, cigana! Pertence
a mim, eu bem sei
Mas preferes com o teu
encanto me embriagar,
E foges

Pois o teu paradeiro é incerto,
Teu amor, cigana!
Está tão perto,
Mas preferes andar,
andar, e andar...
De Marllene Rodrigues.

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